Mergulhar na Ilha Grande Dicas da Primeira Vez

Por Cristina Paredes

Quando surgiu a oportunidade de mergulhar a primeira vez na Ilha Grande, num longínquo feriado de 7 de setembro, fiquei mega empolgada. Até aquele dia, já tinha ouvido falar que nessa localidade os mergulhos eram ótimos, mas a verdade é que além disso, eu sabia muito pouco a respeito desse ponto famoso de mergulho. E como eu, muitos que se aventuram pela primeira vez, percebem que um pouco mais de informação seria muito útil, para se preparar adequadamente. 

A primeira coisa a se ter em mente é que estamos falando de um destino que não se alcança em apenas um “par de horas”. Saindo de São Paulo, o trajeto pode levar de 6 a 8 horas, dependendo muito das condições da estrada, do tipo de veículo utilizado, se é um feriado prolongado ou final-de-semana simples. Por essa razão que a recomendação é fazer essa viagem de ônibus ou van, com grupo de mergulhadores que assim como você, tem como objetivo canalizar as energias em mergulhos, e não no stress de dirigir numa estrada. Por isso que as escolas de mergulho sempre programam as saídas para ocorrem no início da noite. Assim, com exceção do motorista, todos podem aproveitar para descansar no percurso. 

 

O clima a bordo é sempre um capítulo à parte: geralmente descontraído, com grandes chances de se fazer novas amizades e até rever outros mergulhadores. Não se preocupe se não teve tempo de jantar, pois o veículo fará parada estratégica para que todos tenham a oportunidade de fazer um lanche. Além disso, geralmente as escolas oferecem água, salgadinhos e docinhos para ir enganando o estômago até lá.

Com ou sem TV a bordo, é certo que uma hora todos já se entregaram ao cansaço e abraçarão o deus Morfeu (deus do sonho). Quando o carro estiver descendo pela estrada de Barra Mansa, não se assuste se sentir alguns solavancos abruptos:  são tantas lombadas mal sinalizadas no percurso que até hoje não encontrei um só motorista que não tenha passado direto alguma rs.  

A chegada ao píer de Angra de madrugada é sempre uma cena pitoresca: caras amassadas, gente aturdida devido ao cochilo interrompido, algumas tentando se localizar: “Chegamos?”. A verdade é que ainda resta uma travessia de barco a realizar, que poderá levar 1 hora ou até mais. Como durante o trajeto já ocorreram trocas de mensagens entre os organizadores da escola e a operação na Ilha, é quase uma certeza que o barco já estará lá posicionado, para que a baldeação ocorra de imediato. 

Aqui cabe um parêntese com algumas explicações adicionais: você não está indo para Abraão, não terá acesso a uma Vila cheia de pousadas e outros atrativos. As operações de mergulho mais utilizadas ficam em praias distantes e mais próximas dos pontos de mergulho, cujo acesso é feito através dos barcos. Dependendo da praia onde esteja localizada sua pousada, essa travessia pode levar mais ou menos tempo. O barco utilizado para essa operação é quase sempre o mesmo que você utilizará depois em seus mergulhos, portanto não é provido de grandes espaços fechados. Dependendo da época do ano, você deverá se atentar ao tipo de agasalho que levará em sua viagem, afinal de contas uma travessia no mar, de madrugada e em pleno inverno, pode ser bem congelante.

O mar geralmente é calmo, tornando a travessia em um passeio extremamente suave e sem preocupações e receios. Outro detalhe interessante é que não importa a pousada/operação de mergulho escolhida: você ficará isolado nessa localidade, não terá barzinhos, restaurantes, farmácias. Então, se prepare para levar na mala apenas o estritamente necessário em matéria de vestimentas mas, por outro lado, precisa lembrar de levar todos os itens de primeira necessidade: filtro solar, escova de dentes, repelente, e principalmente, os remédios que costuma tomar.  

Algumas pousadas possuem alguns itens para vender, mas nem todas tem essa disponibilidade. Leve também algum dinheiro em espécie para pagar aquela sua cervejinha pós mergulho: apesar do cartão de crédito/débito ser utilizado pelas pousadas, sempre existe a possibilidade de falta de sinal nessas localidades e as bebidas não estão inclusas nos pacotes.  

Com relação a temperatura da água, vale lembrar que o litoral do Rio de Janeiro não acompanha as temperaturas externas, sendo mais comum termos águas com 21/23 graus. Minha dica para não errar no preparo da mala de equipamentos é que o mergulhador sempre entre em contato com os organizadores e procure se informar da temperatura que poderá encontrar. 

 

Os mergulhos na Ilha Grande merecem um capítulo exclusivo à parte, porém posso adiantar que, depois dessa pequena maratona que descrevi, o resultado é sempre o mesmo: todos retornam para casa com um sorriso no rosto e mais: ansiosos para voltar e fazer tudo novamente. 

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2 comentários em “Mergulhar na Ilha Grande – Dicas da Primeira Vez

  1. Mto bom! Gostei mto do post, ajuda a nos prepararmos para a trip e nos deixa ainda mais ansiosos para o dia da partida.

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