Sempre que visualizo essa “plantação de penas” em alguns dos mergulhos que fiz no litoral brasileiro, sempre fiquei intrigada em saber do que se tratava. Após o auxílio das biólogas Ana @_libreanna e Manu @mn.leitao, descobri que se tratava de hidróides coloniais bentônicos. Após essa pista, recorri ao meu especialista preferido de cnidários, o biólogo @sergiostampar que me fez o seguinte questionamento: “Você encostou? Ardeu?”. Como eu dificilmente toco nos animais em meus mergulhos (além de usar luvas), a classificação provável foi estabelecida em se tratar de Macrorhynchia philippina.
Descobri que esse animal contém toxinas utilizadas tanto para se defender como para capturar seu alimento. Isso significa que uma pessoa ao tocar ou esbarrar em uma de suas colônias, desencadeará uma forte sensação de dor aguda localizada, que persiste por alguns segundos.
Por isso que sempre aviso e volto a repetir: nos mergulhos, nunca toque em nada: seja pela segurança dos seres marinhos ou pela sua própria segurança.
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